Daniel Júlio
de Freitas Oliveira
Terapeuta Ocupacional · Psicanalista Clínico
Belo Horizonte, MG
Quem Sou
Uma trajetória construída no cuidado
Sou Daniel Júlio de Freitas Oliveira, Terapeuta Ocupacional e Psicanalista Clínico, nascido e residente em Belo Horizonte/MG, filho de Silvânia Maria de Freitas Oliveira e Delmino Rosales de Oliveira. Ingressei nos estudos na área da saúde movido por um propósito singular: dar sentido à vida daqueles que encontravam dificuldade em usufruir, de forma plena e satisfatória, o simples ato do viver.
Iniciei minha trajetória na área administrativa da saúde, trabalhando por três anos e meio em uma empresa de suporte à Secretaria Municipal de Saúde da cidade — período em que tive a oportunidade de ingressar como estagiário no maior complexo hospitalar de Minas Gerais. Foi assim que surgiu meu primeiro contato com a Santa Casa de Belo Horizonte. Após minha formação, assumi em maio de 2014 o cargo de Terapeuta Ocupacional na Unidade de Cuidados Prolongados, e em 2016 passei a exercer a Responsabilidade Técnica do Serviço — caminhada que mantenho até hoje, entre a assistência direta ao paciente e as atribuições da gestão técnica.
Por sempre desejar trilhar caminhos além do convencional, ingressei na Pós-graduação em Ciências Forenses, com o objetivo de aprender as técnicas da área para a elaboração de relatórios técnicos e aprimorar minha prática avaliativa. A sede pelo conhecimento, porém, não cessou: logo iniciei minha Formação em Psicanálise Clínica em uma das Escolas de Psicanálise de Belo Horizonte, formação que posteriormente foi convertida em Pós-graduação em Psicanálise e Saúde Mental. Nessa época, já realizava atendimentos psicanalíticos em consultório próprio e vinculado à Escola, quando recebi o convite da instituição para lecionar Psicanálise Forense.
Em meio à Pós-graduação em Saúde Mental e Atenção Psicossocial, o mundo foi atravessado pela pandemia de Covid-19 — e ali compreendi, de forma visceral, por que a Saúde Mental é o campo que mais me identifica: porque ela atinge a essência da vida, a experiência do viver em si, onde não há condição física que possa suprimir o que se passa no psíquico. Segui caminhando com os olhos abertos, apurando abordagens e alcançando as titulações de Especialista Profissional pelo COFFITO.
Em determinado ponto, meu olhar se voltou não apenas às pessoas e à sua saúde — mas àquilo com que elas mais interagem: a tecnologia. Como água fresca no deserto, me lancei ao desafio de transitar das ciências biológicas às exatas, ingressando no curso de Sistemas de Informação. Um movimento que me abriu horizontes para compreender as ferramentas disponíveis no mercado e integrá-las à minha origem — o cuidado humano. E por aí sigo trilhando meu caminho.
Atuação profissional
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Mai/2014 — AtualGrupo Santa Casa de BHTerapeuta Ocupacional · Responsável Técnico do Serviço (desde abr/2016) · Unidade de Cuidados ProlongadosAtual
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Jun/2018 — AtualPsicanalista AutônomoPsicanalista Clínico · Atendimentos online e domiciliares em saúde mental e psicanáliseAtual
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Set/2023 — Dez/2024Hospital João XXIII — FHEMIGTerapeuta Ocupacional · Unidade de Terapia Intensiva (UTI adulto)
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Mar/2018 — Dez/2018Instituto FAMETProfessor de Psicanálise Forense
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Fev/2009 — Ago/2012AMAS — Associação Municipal de Assistência SocialAssistente Administrativo · Suporte à Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte/MG
Minha Formação
Trajetória acadêmica
Graduações & Pós-Graduações
Títulos de Especialista Profissional · COFFITO
Serviços Oferecidos
Como posso ajudar
- Não é um tratamento de resultados imediatos: exige tempo, regularidade e comprometimento com o processo.
- Não substitui o tratamento psiquiátrico em quadros que demandem medicação ou manejo clínico específico.
- Não é indicada como intervenção exclusiva em situações de crise aguda, surto psicótico ou risco imediato à vida — nesses casos, o encaminhamento para urgência psiquiátrica é prioritário.
- Demanda que o paciente tenha disposição e disponibilidade para o processo de escuta e elaboração, o que nem sempre é possível em determinados momentos da vida.
- Maior autoconhecimento e compreensão dos próprios padrões de comportamento e sofrimento.
- Elaboração de traumas, lutos, conflitos e experiências difíceis.
- Redução de sintomas como ansiedade, depressão, bloqueios e compulsões.
- Melhora na qualidade das relações interpessoais e afetivas.
- Maior autonomia e clareza nas escolhas de vida.
- Construção de uma vida com mais sentido, satisfação e bem-estar psíquico.
- Não substitui tratamentos de outros profissionais de saúde em geral.
- Resultados dependem da participação ativa do paciente e da regularidade dos atendimentos.
- Em condições clínicas complexas, os resultados tendem a ser graduais e progressivos — não imediatos.
- Melhora da funcionalidade e da autonomia nas atividades cotidianas.
- Reestruturação de rotina e organização do cotidiano.
- Suporte à saúde mental, à cognição e ao desempenho ocupacional.
- Maior clareza sobre papéis ocupacionais e propósito nas atividades.
- Melhora da qualidade de vida e do bem-estar geral.
- Promoção de autonomia e independência em diferentes fases da vida.
- Redução dos déficits (sequelas) que o processo avançado ou crônico de doença possa impor.
Em processos trabalhistas, o documento subsidia a análise do nexo causal entre as condições de trabalho e o comprometimento funcional do trabalhador, o grau de incapacidade laborativa, as restrições para o exercício de determinadas atividades e a necessidade de adaptações ou afastamentos.
Em processos cíveis, o laudo de Terapia Ocupacional apoia a quantificação de danos funcionais permanentes ou temporários, a avaliação de impactos na qualidade de vida e a documentação de limitações na autonomia e independência do indivíduo — informações técnicas que complementam o laudo médico e enriquecem o conjunto probatório do processo.
Recursos
Tecnologia Assistiva
Tecnologia Assistiva é qualquer recurso, produto, equipamento ou estratégia que amplia, mantém ou melhora as capacidades funcionais de pessoas com deficiência ou limitação. Como Terapeuta Ocupacional, o uso e a indicação de recursos assistivos fazem parte da minha prática clínica — orientando pacientes e familiares sobre soluções que promovem autonomia, independência e qualidade de vida.
Para Profissionais de Saúde
Protocolos
Clínicos
Escalas e protocolos clínicos de domínio público ou de uso livre, destinados a profissionais de saúde e estudantes da área. Clique em qualquer item para ver origem, aplicação e interpretação.
Resposta Verbal (RV): Orientada (5) · Confusa (4) · Palavras inapropriadas (3) · Sons incompreensíveis (2) · Nenhuma (1)
Resposta Motora (RM): Obedece comando (6) · Localiza dor (5) · Retirada (4) · Flexão anormal (3) · Extensão (2) · Nenhuma (1)
1. Observar: paciente está alerta, inquieto ou agitado?
2. Chamar pelo nome em voz normal: abre olhos / mantém contato visual ≥10s (+1/+2)?
3. Estímulo verbal/doloroso: qualquer movimento (−1/−2/−3)?
Se não responde a nada: −5.
Histórico de queda nos últimos 3 meses (25) · Diagnóstico secundário (15) · Auxílio deambulatório: nenhum/acamado (0), muleta/bengala/andador (15), segura em móveis (30) · Acesso IV ou heparina (20) · Marcha/transferência: normal (0), fraca (10), comprometida (20) · Estado mental: consciente das limitações (0), esquece limitações (15).
Atividade/Tônus · Pulso/FC · Grimace/Irritabilidade · Aparência/Cor · Respiração
Respiratório: PaO2/FiO2 · Coagulação: plaquetas · Hepático: bilirrubina · Cardiovascular: PAM / vasopressores · SNC: Glasgow · Renal: creatinina ou débito urinário. Avaliar diariamente. A variação do SOFA (ΔSOFAinicial) é critério de sepse.
FR ≥ 22 irpm · Alteração do estado mental (Glasgow < 15) · PAS ≤ 100 mmHg.
Pode ser verificado em <1 minuto, sem exames complementares.
Resposta Verbal — <2 anos: palavras/vocalizações orientadas (5) · vocalizações consoláveis (4) · choro persistente (3) · gemido (2) · ausente (1).
Resposta Verbal — 2 a 5 anos: frases e palavras apropriadas (5) · palavras inapropriadas (4) · vocalizações (3) · choro inconsolável (2) · ausente (1).
Para crianças >5 anos, aplicar GCS adulto padrão.
Notação recomendada (Teasdale 2014): registrar como E4 V_NT M5 — evita soma artificialmente reduzida e deixa clara a causa.
Notação prática corrente: GCS 10T (E4 + V1T + M5), com o "T" sinalizando componente verbal não avaliável.
Correção de Rutledge: GCS estimado = E + M + 1. Usar com cautela — é uma estimativa, não valor real.
Monitorar a tendência da pontuação motora como principal indicador prognóstico em pacientes não verbais.
Face: sem expressão (0) / careta ocasional (1) / tremor do queixo ou mandíbula cerrada (2)
Pernas: relaxadas (0) / inquietas ou tensas (1) / chutando ou encolhidas (2)
Atividade: quieta, posição normal (0) / retorcendo ou tensa (1) / arqueada rígida (2)
Choro: sem choro (0) / gemidos ou queixumes (1) / choro contínuo ou gritos (2)
Consolabilidade: satisfeita (0) / confortável ao toque ou distração (1) / inconsolável (2)
Expressão facial: relaxada (0) / contraída (1)
Choro: ausente (0) / gemido (1) / choro vigoroso (2)
Padrão respiratório: relaxado (0) / alterado (1)
Braços: relaxados (0) / fletidos ou estendidos (1)
Pernas: relaxadas (0) / fletidas ou estendidas (1)
Nível de alerta: dormindo ou calmo (0) / angustiado (1)
Expressão facial: relaxada (1) / parcialmente contraída (2) / totalmente contraída (3) / careta (4)
Movimentos dos MMSS: sem movimento (1) / parcialmente fletido (2) / totalmente fletido com dedo (3) / retraindo permanentemente (4)
Conformidade com VM: tolerando completamente (1) / tossindo mas tolerando (2) / lutando com ventilador (3) / impossível ventilar (4)
1. Início agudo + flutuação: houve alteração aguda do estado mental com variação ao longo do dia?
2. Desatenção: o paciente tem dificuldade de focar a atenção, é facilmente distraído?
3. Pensamento desorganizado: raciocínio fragmentado, incoerente, conversa sem lógica?
4. Nível de consciência alterado: paciente além de alerta normal (hipervigilante, letárgico ou estuporoso)?
CAM-ICU: substitui os critérios verbais 3–4 por tarefas não verbais adaptadas (segurar atenção visual, perguntas sim/não, comandos motores simples).
Visuoespacial/Executivo: trilha alternada, cubo 3D, relógio
Denominação: 3 animais
Memória: aprendizagem e recordação tardia de 5 palavras
Atenção: série numérica direta/inversa, subtração de 7 em 7 a partir de 100, vigilância
Linguagem: repetição de frases, fluência verbal com letra P
Abstração: 2 pares de conceitos
Orientação: data completa e local
Acrescentar 1 ponto se escolaridade ≤12 anos.
Aplicar na admissão e a cada 24h em UTI pediátrica, ou a cada 48–72h em enfermaria.
Motor membro superior: 0–66 pontos
Motor membro inferior: 0–34 pontos
Equilíbrio: 0–14 pontos
Sensibilidade: 0–24 pontos
Amplitude de movimento passivo e dor articular: 0–44 pontos
Escore motor total (MS + MI): 0–100. O FMA-MS (membro superior) é o desfecho primário mais utilizado em pesquisa clínica. Aplicação: 30–45 minutos por terapeuta treinado.
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